Saúde

Estudos mostram que as pílulas anticoncepcionais tem evitado que milhares de mulheres desenvolvam câncer no endométrio


Apesar dos benefícios, frequentemente debate-se os malefícios dos anticoncepcionais, principalmente por se tratar de um composto hormonal e consequentemente interferir no organismo da mulher. Pesquisas apontam que o hormônio interfere principalmente no sistema circulatório, aumentando a dilatação dos vasos sanguíneos, a viscosidade do sangue e, consequentemente, a coagulação. E o que isso pode ocasionar? Pode formar coágulos em veias mais profundas, alojando nos pulmões e indo parar no cérebro, o que ocasionaria um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame. Também pode aumentar os riscos de um ataque cardíaco.

Por outro lado, outras pesquisas apontaram um grande benefício dos anticoncepcionais: a prevenção de um tipo de câncer que ocorre no endométrio (tecido altamente vascularizado, que reveste a parede interna do útero), sendo esse tipo muito frequente em mulheres com mais de 50 anos, (principalmente após a menopausa, a última menstruação). De acordo com a pesquisa, o uso dos contraceptivos por mulheres ainda quando jovens beneficia nessa fase em que corre-se o risco de desenvolver o câncer de endométrio.


Estima-se que 400 mil casos de câncer de endométrio foram evitados nos últimos 50 anos graças aos anticoncepcionais, sendo que 200 mil evitados apenas na última década. Estima-se ainda que a pílula reduz em um quarto a chance do câncer a cada 5 anos de uso, caindo pela metade a cada 10 anos. E porque ocorre esses benefícios? Bem, ainda não se sabe ao certo, mas acredita-se que os anticoncepcionais influenciariam na exposição de estrogênio durante a primeira fase da menstruação (os primeiros 14 dias do ciclo), chamada de fase folicular, que dá início a formação dos óvulos.

Essa é uma ótima notícia, pois o câncer de endométrio mata milhares de mulheres todos os anos. Mas, apesar dos animadores resultados, sabe-se que o melhor método ainda é prevenir: é sempre bom consultar um ginecologista, pois ele indicará qual o tipo de medicação mais indicado para cada caso e poderá diagnosticar precocemente casos desse tipo.

Fontes: drauziovarella/mdsaude/veja/iflscience
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